Música: A sete palmos

Não, essa não é uma coluna sobre séries.  Às sextas vocês vão ouvir música, só espero que o tema mórbido não espante muita gente.

Para quem não entendeu nada até agora, a sete palmos é a profundidade que o caixão deve ser enterrado. É também uma série americana  que acabou em 2005, não sem antes ganhar 43 prêmios. Pois é, a morte pode ser lucrativa e inspiradora.

Que o diga Michael Jackson, que lucrou $ 275 milhões de dólares no período de um ano depois que partiu dessa para a melhor. Elvis Presley e John Lennon são outros que, segundo a Forbes, são defuntos muito lucrativos, rendendo $60 e $17 milhões de dólares respectivamente no ano de 2010. Com tanto dinheiro entrando, é de se entender porque ainda dizem que Elvis não morreu. Como é possível que alguém ganhe tanto dinheiro depois de morto enquanto eu mal consigo fechar as contas até o final do mês?

Respeito o Paul McCartney , que alimenta rumores de sua morte e pelo menos aproveita um pouco o dinheiro que rende de suas duas carreiras de sucesso: uma como Beatle e outra como cantor solo.

Mas, já que essa história de “morreu ou não morreu” nunca vai ter fim, vamos ao que interessa. Falei no início que as sextas seriam para ouvir música, então aqui está a seleção para as melhores canções (que eu lembrei ao escrever essa coluna) inspiradas na morte.

Em 1966, os Rolling Stones escreveram Paint it Black, com os lamentos de um homem deprimido por causa da morte de sua namorada. Em destaque, a cítara tocada por Brian Jones, o mais depressivo dos Stones, morto três anos depois que o CD foi lançado. Causa da morte: afogamento. O ritmo acelerado logo conquistou o público e levou a música ao número 1 das paradas britânica e americana.

Mas Paint it Black é pura fantasia perto de Tears In Heaven, de Eric Clapton. Escrita depois da morte do filho de quatro anos do cantor – que caiu do 53º andar do apartamento da mãe em Nova York -, a música não faz questão de ser alegre e os acordes passam longe de amenizar a letra triste – como fizeram os Stones. Apesar de toda a franqueza e dor, Tears In Heaven é um dos grandes sucessos de Clapton. Além de chegar ao 2º lugar da tão desejada Billbord Hot 100, rendeu à Clapton três Grammys.

Outros até tentam lucrar com as músicas de tragédia, mas nem sempre conseguem. As “Teenage tragedy songs”, na moda nas décadas de 50 e 60, fez Wayne Cochran & the C.C. Riders comporem Last Kiss, a história de uma garota morta num acidente de carro. A música ficou tão enterrada quanto a garota que a inspirou, até que Eddie Vedder, do Pearl Jam, resolveu fazer um cover dela. A música, que inicialmente era uma gravação exclusiva para o fã clube da banda, se tornou um dos principais sucessos da banda.

Vamos lá, podem falar, qual música faltou?

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One thought on “Música: A sete palmos

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