Meio Ambiente: Quem paga esta conta?

por Jéssica Lauritzen

Tendo como meta principal reduzir as emissões daquele que é considerado o grande vilão do aquecimento global – o dióxido de carbono (CO2) –, há 15 anos foi assinado um acordo em que 189 países se comprometiam em diminuir, em 5%, o lançamento desse gás na atmosfera. Lembrou? É o já “debutante”, porém atual, Protocolo de Kioto. Atual porque representa uma tentativa de controle das consequências ambientais catastróficas que parecem espreitar a humanidade ao longo dos próximos anos. E velho, por assim dizer, porque entrou em vigor no início de 2005, prevendo que as metas fossem atingidas até 2012.

2012: um ano emblemático, rodeado de profecias apocalípticas antigas. Se o mundo irá acabar, é uma incógnita, mas um marco importante deverá ser definido neste momento. É que, em 2012, o Protocolo de Kioto – este, sim, com data definida – expira, acaba. E aqui retomo o título deste post e o tema da semana – Economia –, que, por sinal, veio em momento oportuno: Quem paga esta conta?

De acordo com o mercado de créditos de carbono, que é um dos mecanismos para auxiliar os países a cumprirem suas metas ambientais, um país em desenvolvimento, como o Brasil, polui menos do que países desenvolvidos e pode vender seus créditos pela poluição que deixam de praticar. Cada tonelada de CO2 que não lançada à atmosfera é convertida em 1 crédito. Este Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é negociado, principalmente, entre as empresas de cada país; pode também ser aplicado em bolsas de valores independentes, entre outros projetos. E, claro, tornou-se um bom negócio.

A grande discussão durante as cúpulas realizadas pela ONU, na tentativa de salvar o Protocolo, segue a linha de que as nações menos favorecidas defendem a “mão leve” sobre as suas economias, enquanto os países abastados…. também.  Do lado pobre, o argumento da condição de país emergente; do lado rico (sendo os EUA grande emissor e, igualmente, ferrenho não-adepto de “Kioto”, uma (questionável) reivindicação por direitos iguais.

Mais do que uma visão simplista do binário Norte-Sul, é coerente dizer que, se o globo superaquece, não escolhe região, muito menos por seus “dotes”. Em tempo, toma-se um planeta.

– Que todos paguem a conta. Por um novo acordo, mais rígido e abrangente.

* Para você que está conectado lendo a matéria no computador, segue um programa que ajuda a conter as emissões e carbono durante o consumo de energia do seu monitor, na dica da ONG: http://www.greenpeaceblackpixel.org/#/en

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