Gastronomia: Apagando as velinhas!

por Daniela Novo


Amigos de infância compartilham diversos momentos juntos. Um deles é a comemoração de aniversário. E é sobre isso que eu vim falar no blog. As festas de aniversário infantis hoje estão muito diferentes daquelas que eu mesma participei ou era a “personagem principal”. E olha que não sou nenhuma balzaquiana ou proustiana.

Na década de 1990, eu era criança e me lembro que elas eram simples, geralmente realizadas em casa. Porém, até nas minhas e de alguns “amiguinhos”, já havia sinais de  que aquela celebração tomaria outra forma anos mais tarde. A combinação bolo de chocolate, com o recheio que gruda na faca, brigadeiros, Coca e/ou guaraná, balas de coco embrulhadas naquele papel estranho – e nem sei ele ainda é vendido – e os chapeuzinhos de papelão ficariam na memória das festas econômicas.

Nas festas mais elaboradas do passado, eu cito meu caso: já foi celebrada em parque de diversão, teve a participação de mágico, de pipoqueiro. Sobre a decoração, ficava nas mãos da minha mãe, habilidosa com artes manuais, que criava e decorava a mesa do bolo e os parentes ajudavam a arrumar o espaço para a realização.

Agora isso não causa nenhum espanto. E as festas mais produzidas na época ficam no final da lista comparadas com as modernas. Tem tudo o que você imagina. Salgadinho assado ou frito (crepe, mini joelho, bolinha de queijo, quibe, aipim com carne seca e por aí vai a imaginação). Sucos, refrigerantes e cervejas para agradar todos os públicos. Mesa de guloseimas com marshmellow, balas, pirulitos, chicletes, BIS, bombom, chocolate.

Fora comidas e bebidas, percebe-se os brinquedos por todos os lados, para quem não quer se entrosar ou para quem já largou a infância há pouco ou muito tempo. Depois disso tudo, os convidados saem de lá sem braços para carregar a enorme quantidade de lembrancinhas e de comida.

Para ter uma festa assim, é preciso contratar o serviço de uma casa de festa infantil, que se profissionalizou e agora é um nicho de mercado. Com a popularidade em alta, – até grandinhos promovem aniversário (!) – a organização da festa fica por conta da equipe da empresa. Prova da sua procura, perto da minha casa existem duas e quase toda semana tem algum aniversário.

Com todas essas propostas, ela entretêm os convidados. Mas será que todos saem satisfeitos dali? Ou esse espaço é um reflexo das mudanças de comportamento e de relações? A única coisa que eu sei que se mantem firme e forte nos aniversários infantis é o brigadeiro. Sem ele, não dá para ter aniversário. E essa delícia vai ser uma doce lembrança nos adultos de amanhã tanto quanto a amizade verdadeira que o tempo desfez ou fortaleceu.


Qual a sua festa inesquecível? Tô de volta sábado!

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One thought on “Gastronomia: Apagando as velinhas!

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