Literatura: Corrupção e poder

por Larissa Ribas

Bom dia, gente. Hoje vamos falar de corrupção. Como sabemos, ela existe no mundo todo. E não é de hoje que a luta pelo poder é discutida em diversos países.

Fim do século XIX.  Estados Unidos. Escândalos na política em pleno centenário de independência do país.  A população norte-americana é dividida: elite X massa.  É diante desse quadro que Gore Vidal constrói a narrativa de 1876 (Ed. Rocco, 468 páginas, R$ 46,00).  O livro foi originalmente publicado no ano de 1976.

No inicio do livro, nos deparamos com um diário. E no decorrer de 1876, notamos que ele é parte da narrativa. Aliás, pertence ao narrador da história, Charlie Schulyer, um escritor que, após viver 30 anos na Europa, chega aos Estados unidos com sua filha Emma.

Ainda nos primeiros capítulos, sabemos o motivo de Charlie estar em Nova Iorque: a crise de 73 acaba com seu dinheiro e ele é obrigado a aceitar trabalhos jornalísticos. Nos Estados Unidos, o escritor aceita cobrir alguns eventos e logo percebemos o contexto em que é inserido: Charlie recebe a proposta de prejudicar o presidente Grant com o objetivo de levar o Governador Tilden à ascensão. Em troca, o jornalista retornaria à Europa como ministro de Paris.

O narrador, apesar de apoiar o candidato Tilden, demonstra a falta de ética na política, e, principalmente, sua disseminação que acarreta em fraudes.  Há nesse momento, uma crítica em torno dos políticos que visam somente o lucro, pessoas que lutam pelo poder em detrimento de outros. Políticos que, em sua maioria, não pensam na população e não seguem o caminho da ética para alcançar seus objetivos. MAS ATENÇÃO PESSOAL, VALE LEMBRAR QUE HÁ EXCEÇÕES!

No momento em que Charlie está em Washington com o objetivo de cobrir as eleições presidenciais de 76, a farsa das instituições e dos agentes públicos se torna visível. Até mesmo alguns representantes populares acabam “entrando no jogo”.

Como podemos perceber, em 1876, Gore Vidal nos traz uma reflexão sobre corrupção, poder, política e ética. O autor nos faz pensar nos valores impostos pela sociedade e nas nossas próprias questões internas. É importante sublinharmos que essa reflexão não é restrita para os Estados Unidos do século XIX, pelo contrário, ela é válida para todos os países e para qualquer época.

Boa leitura e uma ótima semana para vocês!

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