Literatura: O 11 de setembro na Literatura

por Fabíola Paschoal

 

Os atentados de 11 de setembro de 2001 não foram o tipo de evento de que as pessoas possam facilmente se esquecer. Ao contrário, marcaram época e mudaram completamente o rumo da História, de tal forma que, mesmo hoje, dez anos depois, muito ainda se comenta sobre a tragédia. Como não podia deixar de ser, nestes dez anos surgiu um sem-número de livros relacionados à data. O cardápio é variado e inclui desde ensaios ideológicos até romances cujo pano de fundo é a queda das torres gêmeas, passando por livros no melhor estilo “teorias conspiratórias”, que acusam o atentado de ser uma mera invenção.

Na esfera dos livros “sérios” sobre o assunto, o mais importante talvez seja “O vulto das Torres – A Al-Qaeda e o caminho até o 11/09”, de Lawrence Wright (2006). O livro ganhou o prêmio Pulitzer e é considerado uma obra básica para quem quer entender os pormenores dos ataques de 11 de setembro. Em formato de reportagem investigativa, “O vulto das Torres”(e, não sei porque, esse título sempre me lembra Tolkien) percorre desde a fundamentação ideológica da Al-Qaeda até chegar, finalmente, ao atentado às torres gêmeas em 2001. A personalidade contraditória de Osama Bin Laden é analisada no livro, levando o leitor a compreender (ou, no mínimo, tentar) os fatos que culminaram na tragédia.

Partindo para o campo da ficção, uma das principais obras sobre o tema é “Homem em Queda”, de Don De Lillo (2007), que conta a história de um sobrevivente do atentado, que milagrosamente escapa de uma das torres. O livro mostra a luta da personagem para reconstruir a vida e reavaliar a própria existência. Enquanto narra a jornada do “homem em queda” em questão, o romance de De Lillo nos leva a uma análise profunda das reações humanas ao terrorismo, como a paranoia contrária a tudo o que fosse de origem islâmica, e do estado mental da sociedade americana (sobretudo nova-iorquina) pós 11 de setembro.

Só para dar um toque polêmico ao post, vale mencionar também “11 de Setembro e outras mentiras que nos contaram”, de David Campos (2005). O livro parte do princípio de que muitos dos fatos que consideramos históricos nada mais são do que conspirações tramadas pelas chamadas “nações poderosas”, principalmente os Estados Unidos. Sendo assim, a exploração de Marte, o atentado de Oklahoma e a própria queda das Torres Gêmeas, para o autor, teriam sido arquitetados pelo governo norte-americano. Eu, particularmente, não acredito nessas coisas, mas é no mínimo interessante ler opiniões que vão de encontro a tudo a que estamos acostumados a escutar na televisão.

Seja qual for o tipo de literatura, é certo que nos próximos anos ainda surgirão muitas outras publicações que abordem o assunto, que parece não se esgotar. Afinal de contas, um evento deste porte é um capítulo a mais nos livros de História, do qual nós somos todos coadjuvantes.

Este foi meu primeiro post oficial aqui no blog, espero que você tenha gostado. A gente se vê na próxima quinta-feira.

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