Música: Mil canções em seu bolso

por Amanda Borges

A coluna de hoje ia ser bem diferente, até eu receber a notícia sobre Steve Jobs. A mente por trás dos iPods, iPads, iStores. Senhor dos applemaníacos ao redor do mundo. Uma pessoa para quem não existia concorrência. Afinal, ele competia contra ele mesmo.

É bem óbvia a sua conexão com a música. A começar pela marca que ele criou com Steve Wosniak: Apple. Não precisa ser um beatlemaníaco para fazer a associação. Além disso, quem nunca teve um iPod com certeza gostaria de ter. Vide o mercado brasileiro, que está inundado de produtos que imitam o design do produto criado por Jobs.

O iPod surgiu quando os Mp3s ainda engatinhavam. Com um design moderno e fácil de manusear, vendeu em dez anos mais de 10 bilhões de canções e 307 milhões de dispositivos. Para ter uma ideia da magnitude dessa criação, o Walkman, da Sony, símbolo da geração de 1980, levou 15 anos para vender 350 milhões de unidade.

Mais do que a qualidade, o que Jobs vendia era um ideal. A maçã se tornou o ícone de uma geração, objeto de desejo. Jobs foi um ótimo marqueteiro e isso fica bem claro ao assistir suas palestras – quase tão esperadas quanto os produtos que anunciava nela. Abaixo, a primeira palestra sobre o iPod.

Um dos maiores feitos da Apple foi a iTunes Store. Em meio à crise da indústria fonográfica, a loja virtual tornou a ideia do Napster (link) viável. Com enorme catálogo disponível por 99 centavos de dólar, Jobs promoveu uma venda média de 5,8 milhões de músicas por dia. Algo em torno de 15 milhões de músicas desde 2003, quando a loja foi criada. As opiniões não são unânimes (http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/24782-jon-bon-jovi-acusa-steve-jobs-de-destruir-a-industria-musical.html), mas é inegável que as vendas pelo iTunes representam uma enorme fatia desse mercado em decadência.

Uma parte importante de revolução digital promovida pela Apple foi a cooperação com artistas. Com o passar dos anos, Jobs fez parcerias, formais ou não, com músicos, que marcavam a evolução dos produtos musicais da empresa.

Steve Jobs posa com Damon Albarn, vocalista do Blur, Gorillaz e The Good, The Bad and the Queen

A família de is de Jobs também serviu de inspiração para esses artistas. Damon Albarn gravou o ultimo álbum do Gorillaz, The Fall, integralmente no iPad durante uma turnê pelos Estados Unidos.

 “I fell in love with my iPad as soon as I got it, so I’ve made a completely different kind of record.”

Através do Twitter, músicos prestaram suas homenagens a Steve Jobs:

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One thought on “Música: Mil canções em seu bolso

  1. O irônico é que eu nunca tive nenhum desses “is” criado por ele, mas fiquei meio “sei lá” quando ele morreu, pq a última imagem que vi dele, sendo carregado por um senhor, já bem debilitado, foi muito triste. Taí uma competição que nenhum gênio é capaz de superar: o fim. Credo!

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