Literatura: Vampiros – Um tema, três histórias

por Fabiola Paschoal

Esta semana fiquei em dúvida sobre o que escrever, porque eu não li muitos livros sobre vampiros. Não queria fazer resenha de obras que todo mundo conhece, porque pouco eu teria a acrescentar. Então, hoje o post é um pouquinho diferente: vou falar de três histórias de vampiro, duas muito boas que eu recomendo, e outra que é tão ruim que eu quero resenhar para ver se as pessoas passam bem longe quando virem na livraria!

Blood is the New Black

Primeiro eu vou desapontar você e falar sobre um livro que ainda não foi lançado em português, mas que é super diferente de todas as histórias de vampiro que você já viu: Blood is the New Black, de Valerie Stivers (Em tradução livre, Sangue é o novo preto). Neste título, a jovem Kate começa um estágio na revista de moda mais chique e badalada da atualidade. Porém, logo no início ela nota as estranhas atitudes dos colegas de trabalho, como o fato de ninguém dormir e de todos detestarem alho. Quando pessoas aleatórias começam a desaparecer, Kate tem certeza de que suas suspeitas estavam corretas: todo o staff da revista Tasty é composto por vampiros.

Esqueça, porém, a lenda dos vampiros bonzinhos: ao menos no que se refere ao universo da moda, vampiros são cruéis e sanguinários. Sei que pode parecer bobeira, mas o livro é incrivelmente divertido! Imagine O Diabo Veste Prada em versão vampira e você terá uma idéia muito boa do livro Blood is the New Black! As páginas são recheadas de sarcasmo e contém inúmeras referências ao mundinho fashion, o que eu particularmente achei o máximo! Este livro é o único dos que vou mostrar aqui hoje que não tem continuação, o que é curioso porque o final tem um ótimo gancho para uma possível série, fico realmente triste por não ser editado no Brasil. Enfim, não dá para comprar aqui, mas tem na Amazon. A minha versão é para o Kindle, mas a livraria entrega volumes “de papel” por aqui, e os preços são amigos.

Vampire Academy

A segunda história de vampiro que eu vou resenhar, na verdade, é uma série: Vampire Academy (Academia de Vampiros), de Richelle Mead. O mote é aquele com que já estamos acostumados: escola onde vampiros aprendem as artes vampirescas e blá-blá-blá. Nada de novo sob o sol, mas o legal desta série é que a autora inventou uma mitologia completamente diferente para os vampiros. Na sociedade de Vampire Academy, estes seres são divididos em “castas”: os Moroi, que seriam a realeza, os Dampiros, cuja função é proteger os Moroi, e os Strigoi, que são os vampiros malvadões que se alimentam de sangue de Moroi.

A saga gira em torno de duas amigas: Lissa, uma Moroi órfã, e Rose, sua guardiã. A amizade delas é bem bonita, e o que eu acho legal é que a Rose não é aquela mocinha frágil, tipo Bella, sabe? Ela é impulsiva e decidida, o que me agrada bem mais em uma personagem de livro de vampiros. Resumindo, não acho que a série seja a oitava maravilha do mundo e nem foi a melhor coisa que eu li na vida. Há umas bizarrices muito tensas na história, tipo o fato de os vampiros irem à igreja (Oi? Seres pagãos?) que me incomodam bastante, mas, em geral, acho que vale a pena porque a história é original e tem um quê de suspense que me conquistou. Só li o primeiro volume, O Beijo das Sombras, mas a continuação já está na minha estante aguardando na fila de livros para ler.

Marcada, da série House of Night

Por fim, vou falar sobre uma série que eu não recomendo para ninguém: House of Night (A Morada da Noite) de PC Cast e Kristin Cast. Eu nem sei por onde começar a criticar porque a série toda é um nonsense total. Desde o primeiro livro, Marcada, eu já tinha notado que era ruim, mas, acredite, a coisa piora. Para começar, neste universo, uma pessoa não é transformada em vampiro por meio de uma mordida, e sim marcada com uma tatuagem na testa. Depois, as personagens vão para uma escola de vampiros aprender a fazer vampirices, porém, ao longo do livro, vamos percebendo que os vampiros desta série são muito mais parecidos com bruxos do que com Drácula e companhia, tendo inclusive poderes mágicos esdrúxulos. Fora isso, as personagens são rasas, muito chatas, e tropeçam nos clichês a toda instante. Tem o gay rejeitado pela família, a caipira, a garota popular e nojentinha, e todos os estereótipos que se vê em qualquer série voltada para o público teen.

Mas o que faz a série cair de vez em meu conceito é a personagem principal, Zoey Redbird. Ela é a encarnação total da vampira-periguete, passa na mão de todas as personagens masculinas do livro e, mesmo quando o mundo está desabando lá fora e todos estão ocupados resolvendo mil problemas, sua preocupação maior é saber qual dos pretendentes ela vai agarrar na próxima noite. Sério, é a personagem mais fútil com que me deparei nestes 19 anos como leitora, e olha que a concorrência é forte! Eu realmente tenho a impressão de que as autoras quiseram copiar, em um mesmo livro, Crepúsculo e Harry Potter, e o resultado é uma série que não diz a que veio. Parei de ler no quinto volume porque queria saber se, no fim, as coisas iriam se encaixar, mas paciência tem limite. Se eu recomendo? Recomendo, sim… Recomendo que você passe reto por esta série!

Resumindo, se você lê em inglês, se joga no Blood is the New Black, que é bem bacana. Se não, a série da Richelle Mead é uma opção muito interessante para quem está cansado da mesmice das histórias de vampiros atuais. E, se você detesta lugar-comum e personagens vazias, não se deixe seduzir pelas capas da série House of Night.

Durante a pesquisa para fazer este post, acabei descobrindo que eu li bem menos livros sobre vampiros do que eu pensava. Você tem algum para me indicar? Já leu algum destes sobre os quais eu falei? Conta para mim nos comentários!

Beijos, e até semana que vem. =)

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6 thoughts on “Literatura: Vampiros – Um tema, três histórias

    • Eu li, acho divertido, mas o problema é que os fãs da série costumam achar que é o melhor livro do universo. Menos, minha gente! É literatura de entretenimento, e olhe lá. De verdade, mesmo, gostei do primeiro volume, depois achei que a autora se enrolou demais e acabou ficando chato.

  1. Poxa, já li alguns sobre vampiros. Mas o clássico Entrevista com o Vampiro, da Anne Rice, eu ainda não li. Está na lista 😀

    Li o Drácula de Bran Stoker, e gostei bastante. É aquela história clássica também.

    Li a série Twilight, kkkk, que tem vampiro no meio da história, mas não é o forte né? Foi para o meu treino em inglês.

    E ainda estou lendo a Sookie Stackhouse Novels (estou no livro 7) e o que gostei foi a mistura das histórias de vampiros com outros seres e o local, que é bem diferente de um castelo escuro, como no Drácula: é em New Orleans. Bem interessante, bem trash. Nos livros, a história é menos complexa do que estão tentando fazer na série. Também é para o meu treino de inglês.

    Gosto muito do tema, mas tem hora que cansa….

    • Eu tenho implicância com os livros da Anne Rice haha nunca me chamaram atenção. Eu não sou muito fã de literatura vampiresca, nem do filme Entrevista com o Vampiro eu gostei muito. Mas o Drácula eu tenho MUITA vontade de ler!

      Essa série que vc tá lendo é a que inspirou True Blood, né? Eu acho a sinopse bem legal, só que desanimei pq tentei ver a série e achei muito chata! Não sei se os livros são assim, mas eu dei uma broxada…

    • Já falei isso cerca de 200 vezes, mas novamente: fazer uma crítica é diferente de falar mal. E se eu não gosto de algo que você gosta não é motivo at all para você me odiar profundamente, certo? Se eu fosse ficar deprimida toda vez que alguém critica um livro, banda ou qualquer coisa que eu goste muito, eu não sairia do quarto nunca.

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