Literatura: O Conto de Natal mais conhecido do mundo

Vou correr o risco de parecer a pessoa mais sem criatividade do universo e, na semana do Natal, vou falar sobre o livro mais clássico desta época do ano: Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Eu sei que é o conto mais batido da literatura, porém, trata-se de uma história tradicional e encantadora, que continua atual, como todo clássico. E, afinal, o que seria do natal sem as tradições? =)

Provavelmente muita gente já conhece o enredo, mas não custa nada refrescar a memória. Um Conto de Natal narra a história de Ebenezer Scrooge, um velho ambicioso e avarento. Para ele, o natal é uma tolice, apenas uma época inútil em que as pessoas não trabalham. Egoísta e solitário, passa Natal após Natal sozinho em seu escritório. Porém, sua vida sofre uma reviravolta quando ele recebe a visita do fantasma de seu sócio, Marley, cuja “vida após a morte” é repleta de sofrimentos por causa de seu comportamento sovina em vida. Marley lhe diz que, para Scrooge, ainda há uma chance de se redimir dos seus atos e que, por isso, três espíritos o visitariam nos dias seguintes.

Assim, Scrooge recebe a visita dos espíritos do natal passado, presente e futuro, que o relembram de ações cruéis no passado, o mostram como suas ações o levaram até aquele ponto e, finalmente, mostram aonde ele vai acabar chegando com todo aquele mau-humor. Os encontros com tais espíritos o fazem refletir e, na manhã seguinte, ele muda completamente seu comportamento. E, não, não estou fazendo spoiler, todo mundo conhece esta história, e o que importa é a maneira como ela é contada, mais até do que o desfecho.

O conto é curtinho e, para mim, foi fácil de ler. Mas, para quem não vai muito com a cara dos clássicos, tem problemas com a linguagem ou coisa do tipo, existem mil adaptações. Quando eu era pequena, li a versão da Disney e vi o filme, e achei bem interessante a maneira como a história faz sentido para qualquer idade e como mesmo os adultos não se entediam lendo ou assistindo as versões infantis, de tão mágica que é a narrativa.

Já a adaptação recente para A telona Os Fantasmas de Scrooge, com Jim Carrey no papel principal, é sensacional, bem-feita e super divertida (mais ainda porque eu assisti em 3D – sou uma criancinha grande!) mas não é um filme de criança, embora possa parecer! A estética é sombria, os fantasmas não são “fofinhos e amigáveis” como nas versões infantis e o filme dá medo. Para os adultos, contudo, eu acho um ótimo entretenimento, porque conseguiram dar uma nova roupagem a uma história que todo mundo conhece.

Enfim, gosto muito deste conto porque é clássico e atemporal, exatamente como uma canção natalina (A Christmas Carol, no original), tanto que foi publicado em 1843 e hoje, com 2012 batendo às portas, eu ainda estou falando sobre ele. O que acho interessante é que se trata de um enredo simples, mas envolvente, que se adéqua muito bem a vários tipos de mídias. Tanto que, além das inúmeras versões para o cinema, o conto já ganhou versão em quadrinhos, para o teatro, para a televisão, entre outros. Um fato que algumas pessoas não sabem é que o nome original do Tio Patinhas, personagem “pão-duro” de Walt Disney, é inspirado no protagonista de Dickens: o nome do pato, em inglês, é Uncle Scrooge!

Um Conto de Natal, em minha opinião, é must-read, principalmente na época do Natal, porque resume bem os valores passados nesta data: pensar mais nas outras pessoas e menos em nós mesmos, e desapegar um pouco dos itens materiais. Afinal, nem só de presentes é feito o Natal, né? E é com esse clima de paz e amor natalino que eu me despeço hoje.

Feliz Natal para você, e até semana que vem. =)

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