Meio Ambiente: a natureza na berlinda

por Jéssica Lauritzen

“Fraternidade e a Vida no Planeta” foi o tema de caráter ambiental anunciado pela Campanha da Fraternidade em 2011. Neste ano que marcou a posse da presidenta Dilma Roussef, muitos questionamentos surgiram em relação às medidas que seriam colocadas em prática pelo novo governo rumo a um desenvolvimento sustentável baseado na  economia de baixo-carbono. Entre marcos, avanços e retrocessos, vamos relembrar algums notícias que se destacaram na agenda ambiental, como reflexão para as novas páginas do ano vindouro:

De acordo com a informação divulgada pela ONU, atingimos a marca de 7 bilhões de habitantes no planeta – população que continua a crescer e a consumir em ritmo desproporcional à disponibilidade dos recursos naturais. No Brasil, apesar dos avanços científicos e tecnológicos, do crescimento econômico e da efervescência de grandes centros urbanos, constatamos ainda uma população faminta devido à má distribuição de renda e de alimento.

Em aproximadamente 50 anos, o Aquífero Guarani, que é um dos maiores reservatórios de água doce do mundo, pode se “esgotar” ou tornar-se impróprio para consumo devido à contaminação.

Após 20 anos em discussão, as atividades para a construção da usina Belo Monte, na bacia do Rio Xingu, situada no norte do país, efetivamente começaram. A medida gera polêmica e acirrados debates sobre os impactos ambientais e sociais suscetíveis a obras desse porte.

No Ano Internacional das Florestas, a polêmica estruturação do Novo Código Florestal Brasileiro, que poderá abrir espaço para mais desmatamento e redução das faixas de preservação permanentes de florestas ao longo dos anos, coloca em jogo também a posição de prestígio que o Brasil conquistou no cenário internacional. O acordo depende da sanção presidencial para entrar em vigor em 2012.

O Acidente na usina nuclear de Fukushima, no Japão, foi considerado o mais grave desde a catástrofe de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

O Furacão ou tempestade tropical Irene, nos EUA, é uma das consequências das mudanças climáticas: O derretimento das calotas polares e o aumento do nível do mar – coincidindo com a Lua cheia e a maré alta –, tornam fenômenos como esse cada vez mais frequentes. O cenário de alteração no regime de chuvas acarreta casos de enchentes, desmoronamentos e o aumento das migrações populacionais.

Durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas ou COP 17, em Durban, na África do Sul, o Brasil arbitrou a adesão de outros países pela renovação do Protocolo de Kyoto, que se expiraria em 2012. Além da definição de um texto que prevê a criação de um novo instrumento internacional para regular as emissões de carbono em cada país, um novo período foi aprovado para validar o Protocolo, pelo menos, até 2017.

Deixando para trás um 2011 marcado por tragédias ambientais e controvérsias políticas, o ano de 2012 se anuncia como uma nova oportunidade para recomeçar com a “pegada” certa.

No Réveillon em Copacabana, entre os cerca de dois milhões de convidados aguardados para o evento, o brinde a 2012 terá um gostinho ecológico. De acordo com uma matéria exibida no Jornal Hoje, “Sustentabilidade” será o tema escolhido para esta passagem de ano, com um prometido espetáculo de tons verdes e azulados – representando elementos da natureza – durante 16 minutos de fogos de artifício. Após a festa, o palco – montado a partir de madeira certificada e revestido de lona branca – será reciclado para a produção de material escolar destinado a alunos da rede municipal do Rio.

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One thought on “Meio Ambiente: a natureza na berlinda

  1. Outro incidente infeliz foi o vazamento de óleo na Bacia de Campos, explorada pela empresa Chevron. Apesar da multa aplicada pelo Ibama, sabemos que os danos provocados ao meio ambiente são incalculáveis.

    Só uma curiosidade: pesquisadores da universidade do Pará já especulam que o volume de água do Aquífero Alter do Chão, em Santarém, possa ser superior ao do Aquífero Guarani. E, felizmente, a água lá ainda é limpíssima. Mas presumo que seja assim apenas porque ele não é tão famoso quanto o Guarani… 😦

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