Música: Fechado para balanço

por Amanda Borges

Final de ano é sinal de exageros. Não me espanta a ressaca generalizada na semana seguinte às comemorações de ano novo e natal. Uns dizem que nunca mais vão beber, outros começam a recorrente dieta de início de ano. Os meus exageros, para variar, envolvem música.

Para começar, comprei El Camino, do The Black Keys, pelo iTunes. Mas, como já mencionei nesse post, não tenho iphone nem nenhum dos outros izinhos, então minhas músicas estão presas no meu PC para sempre. Mental note: nunca mais compre músicas no iTunes, porque logo depois você vai gastar dinheiro de novo num CD de verdade.

Também comprei Sigh no more, do Mumford and Sons. Esse merecia entrar numa lista dos melhores de 2009, mas o blog só surgiu em julho de 2011, então já sabem porque só falei deles rapidamente nesse post. O quarteto inglês faz um estilo folk descolado. O tocador de banjo arrasa e, não sei como, eles conseguem fazer bastante barulho com contra baixo, teclado e violão. O baixista, por sinal, já avisou que o novo álbum, previsto para esse ano (oba!!), vai ser uma mistura de Black Sabath e Nick Drake. Algumas músicas novas já estão sendo tocadas nos shows. A minha favorita é Home, espero que entre no CD.

É verdade que tenho um pouco de medo de ouvir o segundo álbum de uma banda depois que o primeiro foi tão bom, mas enquanto isso, sigo ouvindo antigo sem parar.

Outro CD que agora posso chamar de meu é o The Rip Tide, do Beirut. Não achei o álbum tão bom quanto o The Flying Club Cup, mas East Harlem e Santa Fé vão entrar para a lista de músicas com replay automático. O que também chama atenção é a bela capa. Pela internet parece um begezinho sem graça, mas é um tecido grosso – quem sabe resistente à maré? Já que o tema da semana é ressaca, ouçam com a versão deles para Le Moribonde, de Jacques Brel, que é como um brinde de despedida.

 

Para terminar (nem foi tanto exagerada assim, né? Mas para o meu orçamento, causou ressaca!), li Só Garotos, de Patti Smith. Gostaria de ter feito uma resenha musical para esse livro quando o tema da semana foi Homens. É uma bela história de amor, com muito mais atribulações do que momentos fofinhos, e um final pouco feliz, mas várias vezes me peguei desejando viver naquela época e ter a audácia de Richard Maplethorne e Patti Smith. Conheço pouco da obra dos dois, mas agora vou dar uma pesquisada. Tenho que reconhecer que só comprei esse livro por causa da capa (já estava de olho há tempos) e das boas resenhas. Eu super indico para quem gosta de ler biografias.

E vocês, quais foram seus exageros de fim de ano?

Feliz 2012!

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