Literatura: Quando chega a hora de parar

Não sei se sou só eu, mas morro de preguiça de séries de livros intermináveis, de sete, oito, dez… até vinte volumes! Não digo de séries como Dexter, por exemplo, em que cada livro tem um final e você não precisa necessariamente ler o próximo volume, mas sim daquelas em que as histórias vão sofrendo mil reviravoltas para confundir o leitor e fazê-lo querer continuar acompanhando. Salvo exceções (Harry Potter \o/), sempre acho que é uma tentativa fail do autor angariar mais uns trocadinhos.

Um exemplo clássico é a série House of Night. Ok que a série é tão ruim que mesmo que só houvesse meio volume já seria duro de aguentar. Mas aí as autoras resolvem piorar ainda mais e inventar mais de dez volumes. Para mim fica bem claro que é encheção de linguiça, sabe? Do tipo “se ainda tá fazendo sucesso, vamos esticar a história até onde der”. Sei que eu juro que tentei chegar até o fim da série para saber o desfecho e tal #curiosa, mas depois do quinto começou a ficar ainda mais insuportável e larguei de mão.

Um outro exemplo é Pretty Little Liars. Eu gosto muito da série, acho que a história é coesa e não tem encheções de linguiça demasiadas. Mas sinto que a série poderia ser menor. Tanto é que os livros são instáveis: alguns são completamente mornos, outros são eletrizantes, e acredito que a história fluiria melhor se houvesse menos volumes. Mas, como eu ainda não li o oitavo livro, pode ser que ele seja simplesmente sensacional e cale a  minha boca, né?

Pior ainda do que autores enchedores de linguiça é quando um espertinho resolve criar um livro “caça-níqueis” baseados em algum personagem/livro para ganhar uns trocadinhos às custas do trabalho alheio. Desprezo solenemente quem faz isso e me recuso a ler “continuações” de livros que não foram escritas pelo mesmo autor. Bem fez a Agatha Christie em matar seu personagem principal para evitar que maculassem a imagem de Poirot.

Acho que, no fim das contas, é mais uma questão de bom senso. No mundo dos livros, certas vezes menos é mais, e é importante saber parar na hora certa. É melhor ter uma história curta mas com final triunfante do que uma ladainha que se arrasta por milhões de páginas e, no fim, termina não dizendo absolutamente nada.

E você, curte séries intermináveis ou é do time de livros “avulsos”?

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