Evangélicos na Mídia

Em 10 anos, o número de evangélicos no Brasil cresceu 61,45%. Segundo dados do Censo Demográfico divulgados pelo IBGE, na última sexta-feira (29/06), em 2010, eles passaram a representar 42,3 milhões de brasileiros, ou seja, 22,2% da população.

E a mídia está atenta a tal crescimento. Além da programação religiosa exibida pela emissora Rede Record de Televisão, de propriedade do bispo Edir Macedo, a Rede Globo também está de olho numa fatia desse filão.

Para atrair o público evangélico, em dezembro de 2011, a emissora exibiu trechos do festival Promessas, que reuniu os principais representantes da música gospel, no Rio de Janeiro. No início do ano, Regina Casé, no comando do Esquenta, convidou a pastora Ana Lúcia para uma apresentação no programa dominical.  

Na Rede Globo, no entanto, os evangélicos foram além do papel de telespectador – eles também serviram de inspiração para os autores criarem seus personagens. Vejam como os fiéis, atualmente, são retratados pelo canal:

 Enrustida: Em Avenida Brasil, novela de João Manuel Carneiro, a personagem Dolores ganha vida na pele de Paula Burlamaqui. No passado, conhecida como Soninha Catatau, Dolores foi atriz pornográfica, porém se converteu ao Evangelho.  Apesar de afirmar que o sexo não tem mais importância em sua vida, Dolores não resiste às investidas do pai de seu filho.

 

Fanática: Dona Santinha é outra personagem que se diz regenerada depois de ter descoberto a “laterna”. Interpretada pela comediante Thalita Carauta, no humorístico Zorra Total, Dona Santinha adora dar conselhos e não esconde a visão preconceituosa que nutre pela pessoas.

Ingênua: séria, devota, Ivone é o tipo de religiosa que está sempre com a bíblia na mão.  Pouco vaidosa, a empregada doméstica, vivida pela atriz Kika Kalache, na novela Cheias de Charme, está sempre caindo nas trapalhadas da sobrinha periguete Brunessa.

Estariam os evangélicos bem representados pela mídia?

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2 thoughts on “Evangélicos na Mídia

  1. Curioso o tema!

    A julgar pelo que foi escrito, acho que quando retratam evangélicos na ficção eles tendem a serem mostrados como pessoas duas-caras-hipócritas-e-etc. Não duvido nada que até a Ivone encare um fato como “descobrir o amor e sair da vida de crente”…

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