O vegetal do futuro

O panda gigante sabe das coisas. Com 99% de sua dieta composta por brotos e folhas de bambu – ingerindo até 40 quilos do vegetal por dia – o simpático animal se beneficia de uma planta “mil e uma utilidades”, que acompanha o desenvolvimento humano há milhares de anos, principalmente na cultura oriental, entre a China, a Índia e o Japão. Estima-se que os chineses conhecem mais de 1.500 usos para o bambu.

A partir desta rica matéria-prima, é possível produzir alimentos, com os brotos comestíveis, ou fontes energéticas – em forma de carvão vegetal, carvão ativado ou na fabricação de álcool, que vem sendo estudada para a produção em escala industrial. Na medicina chinesa, há registros sobre o efeito medicinal do bambu no tratamento de doenças.

Bastante encontrado nas terras brasileiras, o bambu é um material natural, renovável, de rápido crescimento, de resíduos não poluentes, além de ser considerado um excelente sequestrador de carbono. Sua floresta se adapta a diferentes temperaturas. A planta, ecologicamente correta, não deixa resíduos poluentes em seu manejo, não exige cuidados especiais com agrotóxicos, pode ser cortada pela primeira vez aos seis anos de idade e, posteriormente, seus caules podem ser colhidos a cada ano.

As fibras de algumas espécies da planta apresentam propriedades que conferem alta qualidade em polpa e celulose para a confecção de papel. Por ser rico em aminoácidos e minerais, o extrato de bambu ganhou reconhecimento também na indústria cosmética, com ativos restauradores e hidratantes para tratamentos dos fios de cabelo e da pele.

Conhecida pela grande versatilidade, a espécie se divide em dois grandes grupos: os lenhosos e os herbáceos. Para a fabricação de produtos sustentáveis, de alta qualidade e de baixo custo, o rústico bambu já é considerado a madeira do terceiro milênio, sendo usado nas construções residenciais, assim como nos móveis, pisos e revestimentos, com durabilidade superior a 40 anos.

Graças a rigidez de suas fibras e seus caules lenhificados, para montar a estrutura de uma casa de 100m² são necessárias apenas 40 varas de bambu. A partir de seus caules, é comum também a fabricação de instrumentos musicais, bicicletas, suporte de pipas, varas de pescar, utensílios domésticos, além de ser aplicado no artesanato, em projetos de paisagismo, na fabricação de tecidos etc.

Atenta à demanda ecológica, a fabricante de computadores Asustek Computer, de Taiwan, pioneiramente, desenvolveu uma linha para computador pessoal de revestimento produzido com tiras de bambu laminadas. Os modelos são conhecidos como ASUS Eco Book ou Notebook ASUS Bamboo Series. Hoje, pequenas empresas já oferecem mouses, teclados e armações de monitores produzidos com este material.

Enfim, não nos restam dúvidas sobre seu aproveitamento para a utilização comercial e para o meio ambiente. O que mais a nossa imaginação permite para a utilização do bambu?

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