Abrindo as portas à leitura e à sustentabilidade

Em obras desde 2008 – e apesar de manter a fachada e a estrutura original –, o edifício da Biblioteca Púbica do Estado do Rio de Janeiro (BPE), na Av. Presidente Vargas, no Centro, passa por uma reforma significativa no seu interior, com divisões mais dinâmicas e mobiliários especiais. A modernização deste espaço, que apresenta quase 13 mil metros quadrados de área construída, segue a proposta do projeto das bibliotecas-parque, criado pela Secretaria de Cultura, em 2010, e que já possui alguns espaços em funcionamento.

Vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as bibliotecas-parque já existem em Manguinhos, Niterói e Rocinha, devendo ser estendidas a outras regiões do estado e tem por finalidade transformar as tradicionais bibliotecas em espaços multiuso e mais atraentes para a população, servindo como um estímulo à leitura e o acesso à informação, principalmente em áreas de risco. A Biblioteca Parque de Manguinhos foi a primeira a ser estruturada por aqui e a inspiração veio das bibliotecas-parque de Medelin e Bogotá, na Colômbia.

A obra da nova BPE tem data de entrega prevista para dezembro próximo e foi orçada em R$ 43 milhões. A novidade, que pode ser observada por quem passa por este ponto na Av. Presidente Vargas – pelas células fotovoltaicas (de energia solar) na cobertura do teto –,  é que o projeto está de acordo com as normas de construção sustentável.

Além da produção de energia solar que deve permitir uma economia de 15% em toda a biblioteca, há outras instalações modernas visando também uma maior eficiência energética e o uso de itens ecologicamente corretos:

– Uso de lâmpadas de baixo consumo;

– Modernos sistemas de ar-condicionado e de automação;

– Vidros no lugar das venezianas, possibilitando menos troca de calor no interior dos prédios;

– Teto verde para suavizar o impacto dos raios solares;

– Sistemas de reuso de água e de reaproveitamento da água da chuva;

– Pisos com madeira certificada.

De acordo com a Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão da Secretaria de Obras, que executa a reforma, as medidas devem atender a padrões internacionais e adotar soluções ecológicas desde a execução da obra, ao reaproveitamento de materiais até a operação do prédio depois de pronto para que o projeto alcance os pontos necessários a fim de conquistar a mais alta certificação internacional do Green Building Council Brasil (GBC) – o selo Ouro, concedido pelo sistema Leardership in Energy and Environmental Design (LEED) aos empreendimentos que apresentam desempenho ambiental e energético elevados. Até o momento, a BPE tem o selo Prata garantido.

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