The Black Keys

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Com cinco indicações ao Grammy de 2013, a dupla banda americana The Black Keys finaliza o ano no topo de sua carreira. Os garotos de Akron, Ohio, conquistaram uma sólida base de fãs e prestígio internacional tocando um blues-rock de início bem “cru”. Quem abriu o caminho para o sucesso de Dan Auerbach e Patrick Carney foi a cena de rock de garagem liderada por bandas como White Stripes e Strokes, mas a maior parte do resto se deve à dedicação dos dois.

Desde 2001 na estrada, eles conseguiram deixar para trás a cena underground que os lançou e conquistar plateias cada vez maiores. Ao contrário de muitas bandas, o Black Keys não se opõe ao uso de suas músicas em comerciais, filmes e séries. Direitos cedidos a grandes marcas, muitos shows na agenda e uma performance impecável  foram essenciais para a construção da reputação da banda. Além disso, eles parecem um caso declarado de wordkaholics: quando não estão tocando como Black Keys, produzem outras bandas, saem em trabalhos solo (Auerbach) ou ensaiam um projeto que une rock e hip hop (Blackroc).

Com o lançamento do último e sétimo CD, El Camino, no final de dezembro de 2011, The Black Keys parece ter, enfim, conquistado o mainstream. Danger Mouse (de quem já falei em outro post), que já tinha feito parcerias pontuais nos álbuns Attack and Release e Brothers, foi convidado para produzir todo o álbum. O resultado foi um disco muito mais pop. A estética crua das gravações feitas no porão da casa de Patrick Carney, o baterista, deu lugar a riffs mais acessíveis e uma produção e mixagem mais elaboradas. A formação de guitarra+bateria abriu espaço para mais instrumentos e uma sonoridade mais ampla.

Logo a primeira faixa, Lonely Boy, mostra o que uma banda madura é capaz de fazer. Cativante e divertida, dá o tom para o restante do álbum, e ainda veio acompanhada de um clipe inesquecível. Se ainda não conhece, confira por quê:

Ao contrário das bandas que abriram espaço para o movimento garage rock que permitiu o surgimento do The Black Keys, o duo Auerbach e Carney consegue se reinventar a cada álbum e mostrar que ainda é possível tocar o velho blues-rock no século XXI.

A resenha do CD veio com um ano de atraso, mas o álbum permanece atual e ótimo. A banda, que se apresenta no ano que vem no Lollapaloosa Brasil, merece cada uma das cinco indicações, nas categorias de Álbum do Ano e Melhor Álbum de Rock, por El Camino, e Gravação do Ano, Melhor Música de Rock e Melhor performance de Rock, por Lonely Boy.

Amanda - assinatura PNG

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