Meio ambiente: Alerta VERMELHO para a biodiversidade

por Jéssica Lauritzen

Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Aves
Ordem:Columbiformes
Família:Raphidae
Gênero:Raphus
Espécie: Raphus cucullatus (dronte)

(Fonte: Brasil Escola)

Você conhece a figura do Dodô das Ilhas Maurício (Oceano Índico)? Estima-se que o último exemplar desta simpática ave não-voadora e de andar desajeitado – espécie endêmica na região – deu o suspiro final nas idas do século XVII, por volta de 1680. Motivos? A chegada dos colonizadores europeus, a apreciação da sua carne para consumo (indiscriminado) e a inclusão de animais predadores ou competidores mais eficientes no local.

É claro que a extinção, assim como o surgimento das espécies, pode ser causada por eventos naturais, como a catástrofe que causou o desaparecimento em massa dos dinossauros há aproximadamente 65 milhões de anos. Os estudiosos na área, entre paleontólogos e outros cientistas, apontam que ocorreram cinco extinções desse porte na história da vida na Terra.

Mas…

Se observarmos as estatísticas atuais sobre o catálogo da fauna e da flora nacionais, é fácil perceber que as ações humanas estão provocando a extinção em ritmo acelerado e perigoso. Desse modo, o tema sugerido para esta semana é oportuno para tratarmos a questão com olhos mais atentos do que o habitual. Vejamos:

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Este é o somatório das espécies terrestres (394) e aquáticas (233) que estão sob alerta VERMELHO no cenário da biodiversidade brasileira, sendo cerca de 64% alocadas na Mata Atlântica, que também sofre degradação. O dado, registrado na atual Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção – Instruções Normativas nº 03/2003, 05/2004 e 52/2005, mostra que, no papel de poluidora e consumidora, a sociedade civil e política, por meio de atividades insustentáveis, peca pelo excesso de ambição e pela falta de uma atitude mais consciente e protetora.

Um exemplo disso é a população de boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa que está diminuindo 10% ao ano em algumas regiões da bacia amazônica, de acordo com pesquisas divulgadas  pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI). Após ser abatida, a espécie tem sido usada como isca para a pesca da piracatinga, um peixe conhecido como urubu d’água.

Levantando razões como a de que o Brasil abriga mais de 13% de todas as espécies já descritas pela ciência, além de cerca de 40% das florestas tropicais remanescentes no mundo e representa um importante papel na regulação do clima global, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a Fundação Biodiversitas é responsável pela organização de uma importante obra: o Livro Vermelho, dividido em 2 volumes, que traz um amplo conjunto de informações sobre as espécies da fauna ameaçadas atualmente. Para diagnóstico, planejamento e estratégias de conservação desses seres, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) aprova 26 Planos de Ação Nacional (PANs), entre eles o PAN Onça Pintada e o PAN Tartarugas Marinhas.

Para conhecer a lista de espécies ameaçadas, clique aqui.

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